Uma
inquirição à obra de Laurentino Gomes
Conforme prometido no artigo anterior, vou começar a expor os argumentos da distinta europeia que contesta a obra de Laurentino, 1808. Mas antes, gostaria de fazer uma breve explanação sobre algumas páginas que podem elucidar melhor o leitor e até mesmo interagir melhor com aqueles que, como eu, gostam muito de história do Brasil. São páginas de movimentos monarquistas mantidos por membros da família Real Brasileira que defendem a ideia de que nosso país estaria em melhores mãos caso ainda fossemos, ou retornarmos ao regime monárquico.
Os argumentos dos
monarquistas são fortes e apenas para citar dois, Don Pedro II
deixou o país com as contas em dia e umas das maiores e melhores
marinhas de guerra do mundo. Pode parecer pouco para os dias de hoje,
mas numa época em que ainda não se tinha o avião, a marinha de um
país era, sem dúvida o reflexo de seu poderio militar.
A página do Facebook pode
ser acessada através do link ( ... )
Muito bem, vamos então ao
que prometi... Ao dar uma espiada pelo blog da autora lusitana vê-se
claramente um tom de revolta em suas colocações. E como sou
extremamente avesso à expressões revoltoso-extremista movidos por
qualquer dos sentimentos de orgulho ou vaidade, comecei a questionar
a autora a respeito de suas fontes. Afinal, movimentos gerados por
acessos de cólera são quase todos sem argumento sólido. E
geralmente criados por idealistas sem muito crédito. Ela então me
enviou um arquivo com todas as suas principais fontes bibliográficas.
Toda composta por livros escritos por historiadores portugueses e
alguns brasileiros.
Muito embora sejam fontes
fidedignas, hoje sabemos que a história tem sido florida ao longo
dos últimos anos, numa desesperada tentativa de se criar heróis e
vilões. Onde, nos dias de hoje, nós já sabemos, não cabe mais!
Algumas das principais
fontes da autora seguem no quadro abaixo:
- Damião Peres (professor da Universidade de Coimbra, Portugal);Ângelo Ribeiro (Professor da Universidade do Porto, Portugal);Jaime Cortesão (historiador português);Graça Aranha (escritor e diplomata brasileiro);
Mesmo tendo fornecido
fontes, não havia até o momento quaisquer citação ou mesmo trechos que poderiam
invalidar a obra de Laurentino. Isto me deixou um pouco surpreso no
início. Foi então que me explicara sobre a contextualização e
validação de fontes com o uso da "técnica de metodologia
histórica", que segundo ela seria fundamental para
invalidar certas fontes que formam o pilar da obra de laurentino.
No próximo artigo vou
explicar melhor as idéias da autora sobre a validação de fontes.
Mais adiante farei uso de fontes históricas que eu mesmo pesquisei
para contrabalancear o debate e torná-lo mais interessante...
Até lá...