Uma
inquirição à obra de Laurentino Gomes
A pergunta me estalou a
cabeça pois a esta altura eu já havia inclusive colhido negativas
calorosas dos herdeiros da família real brasileira. Sentiram-se
profundamente ofendidos com os traços descritivos de nosso primeiro
rei, D.João VI, na interpretação do reporter escritor. E
Verifiquei isso dando uma breve espiada no site do movimento da causa
monarquica brasileira (http://www.monarquia.org.br/
). O site possui boa organização e também um breve histórico da
genealogia da família real, que mantem seus costumes e títulos até
os dias de hoje...
Enfim... Infelizmente, o
buscador Google Brasil não estava oferecendo resultados
satisfatórios, e outro estalo no cérebro me guiou ao Google
Portugal. Ah, Desta vez, ficou facil! Bastou digitar 1808 para que o
navegador ululasse de link's para páginas e blogs que teciam os mais
amargos comentários sobre o que seria "uma péssima obra de
Laurentino", na definição dos portuguêses.
Em meio à uma chuva de
máximas exaltadas, pincei uma que mais me chamou a atenção. Era o
blog da também jornalista Isabel Ferreira, segue o link
(http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt).
De personalidade firme e muito
aflorada, Isabel defendia o que, em seu entendimento seria o "orgulho
português". Todavia, como boa e nobre europeia, seu grito
de defesa era feito com toda a civilidade e sutileza que somente um
europeu poderia. Sem tolher a ética, fez uso da mesma ferramenta que
Laurentino Gomes, o livro. Publicou então sua obra: A Contestação
do livro 1808. (http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/12716.html).
Não tive acesso ao livro
pois fora feito apenas uma, e já esgotada tiragem somente em
Portugal. Como não haviam mais cópias disponíveis, resolvi então
cutucar a autora que havia me deixado com uma pulga atrás da orelha.
Teria laurentino se baseado em fontes fidedignas? Será que estou
atribuíndo crédito histórico à uma obra de ficção bem humorada
e satírica do período "Brasil Colônia"? Quais seriam os
argumentos de Isabel?
Na próxima parte, vou lhes
contar como foi este contato com a autora e tentar resumir um extenso
debate que teve um final muito curioso.
Até lá...
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