terça-feira, 23 de abril de 2013

Aquilo que não é fundamental...

"Há uma velha história sobre como os caçadores capturavam macacos na África. Eles esvaziavam um coco, deixando um buraco pouco menor do que a mão do animal, colocam dentro um pedaço de laranja ou banana e o amarravam a uma árvore. O cheiro atrai o macaco, que enfia a mão no coco e então percebe que o buraco não é grande o suficiente para que ele retire a mão e o pedaço de fruta. Para tirar a mão, ele precisa abrir o punho e soltar o que está segurando. Só que ele não solta. Fica tão obcecado em conseguir pegar o alimento que nem sequer larga o coco para fugir do caçador, que o captura facilmente." 
Já viu isso antes?

Este estratagema pode servir para retirar vários ensinamentos no aspecto psíquico humano.

Assim como o macaco, muitos de nós somos prisioneiros de aspectos não fundamentais. As vezes ficamos insatisfeitos numa atividade profissional por conta desta ter boa localização ou estar em ambiente familiar. Outras vezes nos vemos insatisfeitos com o relacionamento amoroso, mas o suportamos simplesmente por manter uma boa convivência com a família do(a) companheiro(a) ou por já estar há muito tempo juntos.

O macaco valorizou e ficou preso a algo insignificante, por isso levou a pior. O símio poderia ter obtido alimento de muitas outras formas e das mais variadas maneiras, em uma imensa gama de situações e possibilidades, mas preferiu fica preso ao fútil.

De que vale levar uma vida profissional indesejável, muitas vezes seguindo uma carreira que não reflete seus sonhos por conta de estar preso a um aspecto salarial ou relacional? De que vale estar insatisfeito numa relação de brigas e com total falta de companheirismo simplesmente por ter um bom relacionamento com os sogros e cunhados? Ou mesmo pelo comodismo de se morar perto?

Será que não está na hora de abrir e avaliar sua vida para começar a largar o coco e “salvar a vida”? Salvar entre aspas pois de nada vale chegar ao fim desta e concluir que foi infeliz... Olhar para traz e ver que poderia ter sido diferente dói muito!

Essa semana um colega de trabalho resolveu fazer isso. Largou a atividade na industria e foi se dedicar a seu sonho: Ser professor de história. Tenho certeza de que, apesar de já passar dos quarenta, ainda não é tarde...