Uma visão fragmentada, imediatista e consequentemente superficial da vida leva o ser humano a culpar e a culpar-se, ao invés de buscar soluções, gerando ansiedade, medo do que possa acontecer. O orgulho e a vaidade também agem sobre nós como um limitador, que tampa e ofusca a visão. Estes sentimentos podem levar à estagnação evolutiva fazendo com que, ao longo da vida, a pessoa venha a se sentir excluída da sociedade que está em constante evolução. É Muito fácil encontrar pessoas com idade avançada retrucando sobre as mudanças da sociedade e lutando contra a evolução desta. Geralmente começam por reclamar com clássica sentença: “No meu tempo as coisas funcionavam assim...”. Esqueceu-se pois, que os tempos são outros e que é necessário caminhar junto, compreendendo como o mundo funciona hoje e não ficar vivendo o que já se foi.
Muitas família tem péssimos relacionamentos devido a fato de que os filhos, já adaptados aos novos moldes da sociedade, não compreendem a postura antiquada e estagnada dos pais, que se recusam a evoluir e caminhar junto com a sociedade em construção. Os pais ainda vivem na década em que se formaram como cidadãos e se recusam a compreender os novos estilos de roupas, cortes de cabelo, marcas e produtos. Geralmente não conseguem utilizar novos aparelhos e acham ridículos ou mesmo estranho as modas e estilos dos dias de hoje, que são largamente utilizados por seus filhos. Preferem marcas consagradas, mesmo que caras e pouco funcionais ao novo produto que está no mercado oferecendo mais por menos ou pelo mesmo preço. Pode-se notar, por exemplo, que dificilmente verá um homem da década de 80 dirigindo um veículo importado ou com novos recursos, irá preferir um que já conheça (marca/modelo), que custa mais caro e que não oferece muito, pois era o que havia no seu tempo! Afinal, ele mesmo parou no tempo e ainda vive nos anos 80! Os pais lamentam a postura estranha dos filhos e, em contra partida, os filhos lamentam o fato de que os pais estão parados no tempo, fechados para o mundo de hoje. A experiência de vida que os pais acumulam já não é mais útil nos dias atuais, pois as regras do jogo já são outras, são como livros velhos de ciências que já não servem mais para nada. Entretanto, são acometidos de grande vaidade que lhes fazem crer na tola ideia de que sabem mais ou tem mais vivência de mundo que seus filhos. Não são raros casos de pais que tentam ensinar aos filhos sobre sexualidade enquanto estes já tem, aos 13 ou 14 anos, uma vida sexual ativa. O convívio social dos jovens de hoje lhes permitem ter amigos virtuais em várias partes do mundo. A troca rápida de informação os fazem quebrar barreiras que seus pais jamais o teriam feito. Enquanto os filhos estão em outra cidade, conhecendo outras pessoas, fazendo e se permitindo ser melhor; os pais estão em casa, vendo a novela das oito, pois era o que se fazia no seu tempo. Eles estão surdos, cegos e fechados dentro de um mundo que não existe mais!
Somente o entendimento restabelecerá a harmonia na convivência através do diálogo e de uma autêntica mudança de mentalidade. Buscar o autoconhecimento e tornar-nos autoconscientes, ou seja, capazes de identificar os próprios sentimentos e emoções como reações automáticas do subconsciente, cujos registros nele contidos, que remontam o período de gestação, qualificam positiva ou negativamente as relações humanas. E aqui é imprescindível dar destaque à forma de comunicação, aliás, muito pouco mencionada quando se fala de relação interpessoal, que é a Percepção Extra-Sensorial, notadamente a telepatia e a intuição.
O nosso interior, no subconsciente "Se expressa fora o que está no seu interior". Havendo imagens positivas de si mesmo e também dos outros registrados no nosso subconsciente, a probabilidade é muito grande de o relacionamento ser harmônico. Quando nossas atitudes, gestos e palavras estão em sintonia, manifestação de um uníssono, então somos autênticos, dando beleza às relações humanas, evoluindo e crescendo.