terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Teoria da Conspiração Extraterrestre na Segunda Guerra

Os mitos e fantasias a cerca do envolvimento dos Alemães com extraterrestres é cheio de lendas. A imaginação dos fanáticos chega a níveis que beiram ao absurdo. Com o fim da Segunda Guerra, os alemães afundaram 120 dos seus melhores submarinos no oceano Pacífico para proteger sua tecnologia. Para os “Especialistas” em assuntos extraterrestres, os  submarinos eram discos voadores disfarçados ou ainda, carregavam naves espaciais que saíram da atmosfera terrestre, deixando apenas os fragmentos de sua fuselagem quando terminou a guerra. Segundo os mesmos “especialistas” no assunto:

“Isso explica porque os vencedores do conflito, em suas checagens às bases secretas germânicas no próprio território alemão ou ainda na Tchecoslováquia e Noruega, jamais encontraram restos de discos voadores nazistas.”

Na verdade não encontraram por que não existia. A conclusão é obvia! Poderia alguém acusar-lhes de ter um elefante dentro de casa sem que nunca tivesse visto ou ouvido qualquer rumor sobre o assunto? A tecnologia empregada na guerra não era extraordinária para a época. A própria bomba atômica, feita por um ex-aluno de Einstein era factível à 1945. E o desespero em testar foi tão grande que, mesmo depois de terminada guerra, os EUA a lançaram no Japão.

Para pessoas que sofrem de algum tipo de neurose, qualquer coisa que lhes passe por incompreensível é passível de algo sobrenatural. A guerra produziu inúmeros documentos, pesquisas e situações que, por necessidade de se manter em “top secret” ficaram sem resposta. Um certo general Inglês fez a seguinte declaração a respeito desses fantasias alienígenas:

“Eu até prefiro que pensem que foi coisa de E.T, essas respostas prontas são boas para todos nós pois satisfazem o povo e mantém nossos segredos tecnológicos bem guardados...”

Recentemente o Canal Discovery mostrou um documentário com farta filmografia da década de 50 sobre pesquisas feitas pelo governo dos EUA numa tentativa de desenvolver aeronaves em forma de discos. O projeto durou décadas e terminou por ser considerado ineficiente. Os “Objetos Voadores” filmados por câmeras amadoras eram testes militares. E eles pararam de acontecer junto com o fim das pesquisas!

Não estamos dizendo que não existem seres em outros planetas, mas sim que a imaginação e a ignorância das pessoas podem produzir uma explicação lógica, complexa e paralela para coisas simples. Uma esposa perturbada chega a pensar que o pobre marido, que atrasou 30min para chegar em casa, estava no motel com outra. Sua imaginação doentia chega a níveis absurdos a respeito de coisas que ele poderia ter feito nessa fração de hora que, na verdade, estava esperando o coletivo que atrasou.

Fantasiar coisas para explicar situações sobre o qual não se tem o conhecimento é algo típico do homem. A Religião é mister nestes assuntos. Mesmo que toda essa estória de Discos e Submarinos tenha, em parte ou em todo, acontecido, não podemos ficar exercitando ou mesmo nos permitindo viver nessa neurose de ficar imaginando coisas. Uma hora você fica maluco igual o personagem principal do filme “Uma mente brilhante”.

Vamos ser felizes.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Será que você é mesmo cristão?

Pergunte-se a sim mesmo conforme sugere o título deste artigo. Caso a afirmativa seja sim, provavelmente tu podes se considerar um ignorante incauto sobre os evangelhos. Uma das primas para se considerar cristão está no fato de crer em Deus e na vida após a morte. Mas não é só isso, afinal, esta é uma prerrogativa de quase todas as religiões do oriente. Além de colocar a filosofia de Cristo em prática é preciso crer nele e tentar imitá-lo, ou pelo menos aproximar-se disso.

Conforme o próprio evangelho sugere, “Se queres me seguir, vai, vende o que tens, e dá-o aos pobres...”, mas ao que parece, os cristãos estão mais adeptos do acúmulo do que do desprendimento. Na prática, isto se deve em função da ausência total de fé. O medo em relação ao futuro move a sociedade a acumular cada vez mais para garantir o amanhã. Se fossem dotados de fé inabalável, se realmente pudessem crer em Jesus, teriam a certeza de que “Deus proverá”. Teríamos então, legiões de andarilhos nômades que viveriam a perambular pelo mundo, possuindo apenas o necessário e focados apenas em pregar “a boa nova”

Também nas questões diárias de nossa “sociedade cristã” não averiguamos uma postura focada nos ensinamentos propostos: “Não resistais ao mau, mas, se alguém te ferir em tua face direita, apresenta-lhe também a outra”. Acho que esta ultima dispensa comentários a cerca, exceto pelo fato de que Buda já havia dito isto 500 anos antes. O fato é que este é outro princípio que os cristãos aceitam muito bem dentro da igreja ou durante os cultos, e ali fica. Acho que na prática o “olho por olho” é que ainda vigora.

Outro aspecto muito cotidiano que deveria ser praticado por todos é “Não julgueis, para que não sejais julgados”. As leis de nosso “país cristão” não refletem tal ensinamento nem de longe. Nossos tribunais estão repletos de julgos, condenações e sentenças. Na verdade, sobre esta ultima eu penso que se cada um cuidasse de sua própria vida, não haveria tempo de observar a vida alheia e, por tanto, não haveria como julgar. Neste mesmo contexto eu poderia falar sobre o perdão...enfim.

Por conta destas, me sinto muito à vontade e livre para ser feliz pelo simples fato de não me considerar um cristão. Posso, por tanto, me sentir bem por ter um bom carro, uma boa casa, belas roupas e gozar de toda a sorte de conforto e conhecimento que o dinheiro possa me proporcionar através de livros e viagens. Não existe um julgamento final, mas se existir, nunca poderei condenado por nenhuma destas máximas de Jesus, pois eu mesmo não as pregava e tão pouco lhe atribuía valor. Nem mesmo saía pelas ruas alardeando seus ensinos sem que eu mesmo os fosse capaz de cumprir. Nunca fui moralista de coisa alguma e nem hipócrita. Conforme disse Carlota Joaquina: “Eu serei mais feliz e livre no meu desterro do que vós [que passou a vida nesta prisão dogmática do cristianismo onde tudo é pecado e nada é permitido]”.