1. “Sou
feliz porque
tenho um(a)
[relacionamento,casa,
posição social, etc.]”
2. “Sou
feliz e tenho um(a)
[relacionamento,casa,
posição social, etc.]”
Observe
que o molde
conceitual número 1
não é desejado,
afinal, não podemos associar nossa felicidade à posse ou à
presença de algo ou alguém. A verdadeira felicidade não está no êxtase, mas sim na plena consciência de estar vivo e se considerar um ser maravilhoso. Bertrand Russell, afirmou que são felizes as pessoas que passam a maior parte de seu tempo sentindo-se bem pelo simples fato de estarem vivas.
Se sua vida é "dependente", então há algo indesejado nas suas conexões cerebrais. Temos que ser felizes e estar bem em nosso intimo apenas pelo fato de estarmos vivos, livres e em contato com o meio. Podemos então concluir que, qualquer dependência é ruim. Estas dependências podem ser:
Se sua vida é "dependente", então há algo indesejado nas suas conexões cerebrais. Temos que ser felizes e estar bem em nosso intimo apenas pelo fato de estarmos vivos, livres e em contato com o meio. Podemos então concluir que, qualquer dependência é ruim. Estas dependências podem ser:
Química (drogas
alucinógenas, guloseimas ou alimentos dispensáveis);
Social (dependência
de ter namorado(a), amigo, mãe,
pai, posição social);
Material (dependência da posse de bens materiais como aparelhos, bens e
serviços);
Intelectual (prisão ideológica, Fanatismo religioso, ideias prontas);
Intelectual (prisão ideológica, Fanatismo religioso, ideias prontas);
Conceitualmente,
uma pessoa que está em depressão pela perda dos pais, do
namorado(a) ou mesmo de um carro ou posição social, é um
viciado. E pode
ser Igual ou pior do que um usuário de craque ou cocaína. É
necessário entender que tudo e qualquer
coisa pode causar algum tipo de alucinação ou ilusão de bem
estar e, por
tanto, pode ser classificado como sendo “uma droga”. O usuário de
craque se sente bem mediante a administração da psicotrópico, assim como o
ser apaixonado se sente bem mediante a presença do ser amado (ou
relacionamento).
As
drogas, de maneira geral, estimulam o organismo a produzir
neurotransmissores que causam sensação de bem estar e tranquilidade
enquanto a vítima está sob seu efeito. Logo, o conceito de “droga” é muito amplo e
ao mesmo tempo individual, pois um prato de guloseimas
pode, por exemplo, ser a perdição para alguns, enquanto que para
outros não significar nada. Um papelote de cocaína pode atrair a
atenção de um dependente químico, mas nunca a terá de
um consumista compulsivo ou mesmo de
um carente afetivo, pois estes tem seu foco e
dependências associados a outros fatores. Se “a
droga” for a dependência da presença dos amigos ou de um
relacionamento, então esta deve ser
compreendida e eliminada.
Afinal, esta sensação não é real e
não é benéfico pois determina a
felicidade e liberdade à
dependência de fatores externos. Não se pode ser feliz em função
de ter algo ou alguém, mas podemos agregar coisas ou pessoas que
podem tornar nossas vidas mais interessantes, somando
conhecimento e experiências.
Um
outro perfil comum é o indivíduo que tem uma auto-imagem ruim e se
entrega a um desejo com a finalidade de se ter alguns breves minutos
de prazer. Na verdade, o faz para esquecer, para escapar da sua
triste e melancólica realidade. Enfia-se a cabeça num buraco na
frustrada tentativa de esquecer que é feio, desagradável e
ignorante. De fato, se este personagem estabeleceu esta ideia sobre
si, então é o que ele é! Estas formas de escape podem ser
sublimadas por um ajuste no mecanismo que promove a auto-estima da
pessoa. Mas isto é algo que somente o próprio indivíduo pode
fazer buscando o autoconhecimento. Adentrando no subconsciente e
investigando seus motivos irracionais que o levam a pensar mau a respeito de
si mesmo.
"Aplicar a razão é um pensamento-chave que devemos ter diante destes estímulos perturbadores no processo de extirpar um condicionamento." (Maltz, 1981, p. 151)Na concepção de Russell, aplicar a razão também é uma das melhores soluções:
"Quando começar a sentir remorso por ato que sua razão lhe garante não ser mau, examine as causas desta sensação e convença-se de que é um absurdo." (Russell, 1930, p. 88)
Seguindo
pelo molde
conceitual número 2,
pode-se dizer que, se tens esta compreensão terás uma vida
plena e totalmente
liberta. Sente-se livre e feliz
consigo mesmo pois sua felicidade não está atrelada a outras coisas. O ser amado lhe soma, mas nunca lhe falta. Por quanto,
se não possui qualquer dependência química, social ou material,
considere-se uma pessoa liberta e feliz.
O
estudo da mente e as impressões do subconsciente podem, no entanto,
revelar muitos fatores que resultam em comportamentos indesejados,
tais quais os citados neste artigo. Haja visto que, não existe certo
e
errado,
mas sim o que queremos e
o
que não queremos. O estudo da mente pode fazer com que estes moldes
conceituais
sejam compreendidos através da razão, causando leveza e
sensação
de liberdade
e
plenitude
no depressivo.
Breve, trataremos do estudo do autoconhecimento, que pode tornar
esses conceitos uma realidade em nossas vidas.