sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A Mania de Perseguição Religiosa

O nosso pensamento e a própria memória parecem ser promovidos através de reações químicas. O cérebro consegue promover este transformando matéria (consumindo recursos) que nosso corpo ingere. Uma deficiência de iodo, por exemplo, pode afetar a inteligência de uma pessoa. Se assim for, não podemos supor que um elétron ou um próton solitário possa “pensar”; Logo, seria muita pretensão supor que o seu ego se separa do corpo após a morte e contínua vivo. Uma vez que a estrutura do cérebro se destrói, as reações cessam e a máquina para. Mas talvez ainda não possamos compreender a lógica da suposta "vida eterna".

Mesmo assim, há pessoas que passam a vida se torturando com o vindouro. Esquecem de viver o agora e se consomem com o que irá acontecer após a morte. Rituais, velas, e outros afins são frequentemente utilizados para tentar algum tipo de contato com este mundo sobrenatural dos mortos. Uma tentativa cega e frustrada de se pedir ajuda ou perdão. É cega pois não se sabe se a mensagem fora entregue e frustrada por nunca lhe oportunizar o resultado esperado, a menos que seu servomecanismo esteja alinhado e obediente ao consciente.

A criação nos provê todo o recurso necessário à vida neste estado e, caso houvesse a real necessidade de, por exemplo, acender velas, teríamos uma arvore de velas. Nós nascemos prontos e a natureza nos dá o que precisamos. Se existe ou não uma força superior, ela age de forma independente. Acendendo velas ou não, fazendo oferendas ou não, esta força irá agir da forma como lhe cabe e como se deve. Se fazer contato com forças sobrenaturais, caso existam, fosse necessário, todos nós teríamos esta faculdade e sem necessidade de qualquer ritual ou mesmo prática alucinógena (transe ou incorporação mística).

Por tanto, mesmo aqueles que não professando uma religião são escravos destas práticas, se valem do sentimento de perseguição. Pensam que tudo e todos estão conspirando contra si. Estas pessoas passam a vida em constante sofrimento e vivem sempre à espreita. Suas vidas são misteriosas e confusas pois estão sempre esperando o pior e reagem a isto praticando mais rituais. Nunca lhes ocorre que as outras pessoas pensam mais em suas próprias vidas. Em sua mente doente, consta que todos estão lhe observando e monitorando os seus passos afim de lhes prejudicar. Julgam que os outros, assim como ela própria, passam a vida entre velas e oferendas para manipular o futuro ou as oportunidades. Um guerra fria e silenciosa existente apenas dentro da sua mente louca, transtornada e perversa. Essa vida de sofrimento é a mais penosa e lamentável de todas porque o indivíduo vive sempre em guerra contra todos. Ainda que fosse possível escolher, teria sido melhor aceitar o cristianismo católico ou protestante.

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